Testemunhos Viventes

 

1 - Nossa Senhora dos Aflitos

Tudo começou quando eu passava por uma grande crise existencial, estava acontecendo em minha casa coisas estranhas: telefonemas anônimos, tristezas e desajustes emocionais, inseguranças... Meu filho havia saído com a babá para pegar sol, (morávamos em um apartamento e ele tinha apenas seis meses). Eu estava na escola e liguei para ela a fim de que o levasse para o pátio. Ela o pegou no colo e ao descer da escada, tropeçou e meu filho caiu e, fatalmente, quebrou a perna. Cheguei em casa, ele estava lá, no canto, triste e sem engatinhar, como era de costume. Ao me ver chegar, ia sempre ao meu encontro. E naquele dia, isso não acontecera. Achei estranho e questionei a babá que não falou nada. No dia seguinte, levei-o ao médico e ele o encaminhou urgente ao hospital. Fizemos exames. Era caso de cirurgia. Eu, com três tios médicos, nem liguei para eles estudarem o diagnóstico do pediatra. A cirurgia aconteceu e não encontraram nada.
Meu filho ficou uma noite inteira com a perna dependurada no leito, porque achavam que fosse necessário... Ele chorou a noite inteira. Às vezes, berrava! Não dormiu, assustado. E eu aí, ao seu lado, pedindo a Deus e a Nossa Senhora que o ajudassem e que me dessem força para agüentar tudo aquilo com serenidade e equilíbrio, pois eu como mãe, precisava passar isso a ele.
Dias após, repetiram os exames para se chegar ao diagnóstico correto do caso de saúde do meu filho. Eu sempre dizia ao médico:
- Tira raio X da perna toda, não só da coxa para cima, assim, se tiver que detectar alguma coisa, é mais fácil! Insistia muito e nada de ser atendida! O médico chegou a olhar seriamente para mim e dissera que eu estava atrapalhando o procedimento médico. Calei-me!
Para concluir, no sábado, depois de uma semana, o médico por descarga de consciência, tirou o raio X da perna toda e aí sim, acusou apenas uma pequena fratura. Eu fiquei furiosa! Queríamos colocar na justiça o hospital e o médico por erro médico, mas estávamos tão estressados, que isso já não era importante!
Ao chegar em casa, muito feliz, pois meu filho estava com a perna e todo tronco engessado, fui subindo as escadas do prédio e me encontrei com a faxineira. Ela me perguntou o que tinha acontecido. Expliquei o fato ocorrido e disse-lhe que a babá jurava que ele não havia caído, pois os médicos e nós, pais, sempre perguntávamos a ela sobre a hipótese de ser queda. E, se ela o tivesse deixado cair, nada de mal iria lhe acontecer, pois acidente é acidente!
A faxineira disse com toda convicção:
- Eu a vi tropeçar na escada e ouvi o nenê chorar!
Subi as escadas, de três em três degraus, para chegar mais rápido ao meu apartamento. Imediatamente, falei com ela. Disse que já sabia de toda a verdade: ficou pálida e muito nervosa. Revelou-me estar grávida e, por ser de menor, sua mãe adotiva não iria assinar a permissão para o seu casamento acontecer.
Fiquei horrorizada com tanta frieza, pois ela sempre me acompanhava nos exames, via a minha tristeza e desespero, o choro de meu filho. Fiquei decepcionada, pois achei-a egoísta demais!
Depois de um certo tempo, fiquei refletindo e me lembrei que eu havia sonhado com tudo aquilo que acontecera com o meu filhinho: as cenas, o hospital, a visita da minha mãe, irmã e cunhado.
Aí, o pior estava por acontecer, depois que tudo passara, aquela força que eu havia conseguido de Deus, desvaneceu-se e eu não conseguia mais dormir à noite, não tinha paz!
Pensei também, que antes de todo esse trágico episódio, eu havia ido a cartomantes, centros espíritas e tarô só por curiosidade e a convite de amigas. Achava que era legal, todas iam... Já estava contaminada espiritualmente!
Como era costume, o jornal às cinco horas já estava embaixo da porta e eu na sala sem dormir... Aquela madrugada, resolvi ler o mesmo. Peguei a parte religiosa e li uma oração de Nossa Senhora dos Aflitos. No terceiro dia, após a reza, tinha que publicá-la no jornal. Eu a rezei bem certinho, três dias consecutivos, e, no quarto dia, fui ao jornal mandar publicá-la. O meu pedido foi este:
“Nossa Senhora dos Aflitos, quero paz! Tire esse nó de angústia que há no meu peito!” Pedi com toda fé, ali nesse momento, em silêncio! Desliguei-me de tudo, nem mais me lembrava da oração que havia feito. Com o passar de alguns dias, eu percebi que não havia mais aquela angústia, tristeza, dor no peito, eu tinha PAZ! Leia Marcos 14, 32 - 36; Mateus 26, 36 - 46; Lucas 22, 39 - 46.
Meu Deus, pulei de alegria! Agradeci a Nossa Senhora e comecei a ser feliz! Peguei a Bíblia, que só estava de decoração no meu quarto, e quis lê-la. Mas ler o quê? Por onde começar? Vinte e quatro anos de idade e nunca havia lido a Bíblia! Pensei: vou começar pelo começo: Gênesis!
Que alegria! Fui lendo-a e entendendo o processo da criação de Deus, do amor dEle por nós, do pecado e suas conseqüências!... A Palavra foi abrindo a minha mente, a minha consciência... Cada vez que eu a lia, mais realizada e entusiasmada com as verdades eu ficava. Mas o que me deixou mesmo convicta em mudar de vida “católica de carteirinha” para católica praticante, foi ao ler Deuteronômio 18, 10 - 13. Reflita:
“Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo ou à invocação aos mortos, porque o Senhor teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti porém, o Senhor, teu Deus, não, o permite.”
Fiquei apavorada com tanta revelação! Prometi ali, na hora, a Deus, que nunca mais iria nesses lugares. Aí, comecei a ler mais e mais a Bíblia, a rezar e a fazer novenas... Recolhi tudo o que era objetos de superstições e imagens não católicas que estavam em meu apartamento e me desfiz delas.
Até hoje, em minha casa, só há a Bíblia e imagens religiosas católicas: Jesus, santos, Nossa Senhora! Que companhia agradável!
Leia o Salmo 41 (Sede de Deus).
Jo 16, 24 (Pedi e recebereis e vossa alegria será perfeita).

 
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